Mundo
Guerra no Médio Oriente
Comissão Europeia diz que sanções ao Irão só serão levantadas se houver mudanças comprováveis
A Presidente da Comissão Europeia diz que as sanções ao Irão só serão levantadas se houver mudanças de atitude comprováveis.
Antes da Cimeira do G7, Ursula von der Leyen foi questionada sobre a possibilidade já avançada pelos Estados Unidos, mas garantiu que a União Europeia precisa de ver mudanças no terreno antes de suspender ou reduzir as sanções a Teerão.
"Temos, portanto, um quadro de sanções que responde a duas características principais: a primeira é a violação dos direitos humanos e a segunda são as armas de destruição maciça. O princípio das sanções é que precisamos de mudanças reais no terreno antes de podermos pensar em suspendê-las", assegura a responsável pela Comissão.
"As sanções existem para mudar comportamentos. Portanto, se o comportamento mudar de forma credível e verificável, então podemos levantar as sanções. Mas o contrário também é verdadeiro. Enquanto não houver uma mudança de comportamento, não podemos levantar as sanções devido à violação dos direitos humanos e às armas de destruição maciça", acrescenta.
António Costa saúda acordo
Na conferência de imprensa antes da reunião do G7 o Presidente do Conselho Europeu saudou o acordo para um cessar-fogo no Médio Oriente.
“Saúdo o acordo recentemente anunciado entre Washington e Teerão e espero que ponha fim a esta guerra custosa e permita o restabelecimento pleno da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e o respeito pleno e efectivo pela soberania do Líbano” reforçou António Costa.
“A União Europeia está pronta para contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia abrangente destinada a estabelecer uma paz duradoura no Médio Oriente”.
Mas António Costa deixou um aviso: “a esperança que este acordo nos traz não deve obscurecer a dramática situação humanitária em Gaza e a grave preocupação com a expansão dos colonatos ilegais na Cisjordânia, ambas essenciais para uma paz justa e duradoura na região.
“Precisamos de avançar no único caminho possível: a solução de dois Estados. Estou confiante de que as discussões que teremos aqui em Évian, sob a liderança do Presidente Macron, nos permitirão avançar de forma decisiva nestas diversas questões”.
Também a Presidente da Comissão Europeia saudou este acordo e pôs a tónica na implementação.
“Discutiremos a situação no Médio Oriente. E gostaria de começar por saudar o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão. A prioridade agora é a implementação. O Estreito de Ormuz deve ser reaberto e a liberdade de navegação deve ser restaurada sem custos. Isto é essencial para a estabilidade regional e, claro, também para a economia global” destacou Ursula von der Leyen.
“O acordo deverá abrir caminho a negociações mais amplas e levar ao fim dos programas nuclear e balístico do Irão. E gostaria também de salientar que não pode haver paz duradoura enquanto o Líbano se mantiver em chamas. Apelamos a um cessar-fogo genuíno e ao pleno respeito pela soberania do Líbano”.
A Presidente do executivo europeu reforçou ainda que “esta crise traz também uma lição clara. Mais uma vez, vimos a nossa dependência energética a ser utilizada como arma. Assim sendo, neste contexto, discutiremos como reduzir a nossa dependência do trânsito pelo estreito. Por exemplo, foram criadas rotas de exportação alternativas, mais resilientes e que oferecem opções, e outras rotas serão construídas”Ucrânia
O Presidente ucraniano estará presente nesta cimeira no dia de amanhã. Ursula von der Leyen confirmou a reunião com Zelensky.
“Aguardamos com expectativa a receção do Presidente Zelensky amanhã. A brutal guerra de agressão da Rússia já dura há mais tempo do que a Primeira Guerra Mundial” realçou a Presidente da comissão Europeia
“E, perante a escalada dos ataques, a Europa mantém o seu apoio inabalável à Ucrânia. O nosso pacote de empréstimos de 90 mil milhões de euros cobre dois terços das necessidades de financiamento da Ucrânia para este ano e para o próximo. Os primeiros desembolsos serão feitos ainda este mês. E para o terço restante, precisamos que os parceiros da Ucrânia intensifiquem os seus esforços. Este será um dos temas desta cimeira”.
“Estamos também a preparar-nos para o próximo inverno, juntamente com a Ucrânia e o Canadá. Estamos a liderar os trabalhos de preparação e a juntar-nos aos esforços de doação do Presidente Macron. E posso anunciar uma contribuição de 75 milhões de euros em financiamento não reembolsável para o novo confinamento seguro” garantiu Von der Leyen.
A Presidente da Comissão aproveitou ainda para realçar o passo importante que é dado hoje no que se refere à aproximação da Ucrânia à União Europeia
“Hoje abrimos o primeiro grupo de negociações para a adesão à UE. Este é um enorme passo em frente. A Ucrânia fez progressos notáveis nas reformas. Eles cumpriram o prometido. Agora, também temos de cumprir”.Outros temas em cima da mesa
O Presidente do Conselho Europeu recordou ainda outros dos temas que esta reunião do G7 vai analisar.
“Discutiremos a nossa resposta coordenada ao surto de Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. O G7 está a trabalhar para mobilizar recursos humanitários e de saúde para apoiar as comunidades afetadas e conter a propagação da doença. Esta é uma questão de preocupação global, e a União Europeia está a reforçar o seu apoio e continuará a trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros internacionais” revelou António Costa.
“Uma última palavra sobre a nossa prioridade, partilhada pela União Europeia e pela Presidência francesa do G7: a segurança das nossas crianças e adolescentes online. As tecnologias digitais oferecem oportunidades extraordinárias, mas também criam novos riscos para os jovens. Estaremos em diálogo com os líderes das principais empresas tecnológicas. Esta será uma oportunidade importante para discutir a responsabilidade de todos na criação de um ambiente digital mais seguro para os jovens”.
“Saúdo o acordo recentemente anunciado entre Washington e Teerão e espero que ponha fim a esta guerra custosa e permita o restabelecimento pleno da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e o respeito pleno e efectivo pela soberania do Líbano” reforçou António Costa.
“A União Europeia está pronta para contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia abrangente destinada a estabelecer uma paz duradoura no Médio Oriente”.
Mas António Costa deixou um aviso: “a esperança que este acordo nos traz não deve obscurecer a dramática situação humanitária em Gaza e a grave preocupação com a expansão dos colonatos ilegais na Cisjordânia, ambas essenciais para uma paz justa e duradoura na região.
“Precisamos de avançar no único caminho possível: a solução de dois Estados. Estou confiante de que as discussões que teremos aqui em Évian, sob a liderança do Presidente Macron, nos permitirão avançar de forma decisiva nestas diversas questões”.
Também a Presidente da Comissão Europeia saudou este acordo e pôs a tónica na implementação.
“Discutiremos a situação no Médio Oriente. E gostaria de começar por saudar o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão. A prioridade agora é a implementação. O Estreito de Ormuz deve ser reaberto e a liberdade de navegação deve ser restaurada sem custos. Isto é essencial para a estabilidade regional e, claro, também para a economia global” destacou Ursula von der Leyen.
“O acordo deverá abrir caminho a negociações mais amplas e levar ao fim dos programas nuclear e balístico do Irão. E gostaria também de salientar que não pode haver paz duradoura enquanto o Líbano se mantiver em chamas. Apelamos a um cessar-fogo genuíno e ao pleno respeito pela soberania do Líbano”.
A Presidente do executivo europeu reforçou ainda que “esta crise traz também uma lição clara. Mais uma vez, vimos a nossa dependência energética a ser utilizada como arma. Assim sendo, neste contexto, discutiremos como reduzir a nossa dependência do trânsito pelo estreito. Por exemplo, foram criadas rotas de exportação alternativas, mais resilientes e que oferecem opções, e outras rotas serão construídas”Ucrânia
O Presidente ucraniano estará presente nesta cimeira no dia de amanhã. Ursula von der Leyen confirmou a reunião com Zelensky.
“Aguardamos com expectativa a receção do Presidente Zelensky amanhã. A brutal guerra de agressão da Rússia já dura há mais tempo do que a Primeira Guerra Mundial” realçou a Presidente da comissão Europeia
“E, perante a escalada dos ataques, a Europa mantém o seu apoio inabalável à Ucrânia. O nosso pacote de empréstimos de 90 mil milhões de euros cobre dois terços das necessidades de financiamento da Ucrânia para este ano e para o próximo. Os primeiros desembolsos serão feitos ainda este mês. E para o terço restante, precisamos que os parceiros da Ucrânia intensifiquem os seus esforços. Este será um dos temas desta cimeira”.
“Estamos também a preparar-nos para o próximo inverno, juntamente com a Ucrânia e o Canadá. Estamos a liderar os trabalhos de preparação e a juntar-nos aos esforços de doação do Presidente Macron. E posso anunciar uma contribuição de 75 milhões de euros em financiamento não reembolsável para o novo confinamento seguro” garantiu Von der Leyen.
A Presidente da Comissão aproveitou ainda para realçar o passo importante que é dado hoje no que se refere à aproximação da Ucrânia à União Europeia
“Hoje abrimos o primeiro grupo de negociações para a adesão à UE. Este é um enorme passo em frente. A Ucrânia fez progressos notáveis nas reformas. Eles cumpriram o prometido. Agora, também temos de cumprir”.Outros temas em cima da mesa
O Presidente do Conselho Europeu recordou ainda outros dos temas que esta reunião do G7 vai analisar.
“Discutiremos a nossa resposta coordenada ao surto de Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. O G7 está a trabalhar para mobilizar recursos humanitários e de saúde para apoiar as comunidades afetadas e conter a propagação da doença. Esta é uma questão de preocupação global, e a União Europeia está a reforçar o seu apoio e continuará a trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros internacionais” revelou António Costa.
“Uma última palavra sobre a nossa prioridade, partilhada pela União Europeia e pela Presidência francesa do G7: a segurança das nossas crianças e adolescentes online. As tecnologias digitais oferecem oportunidades extraordinárias, mas também criam novos riscos para os jovens. Estaremos em diálogo com os líderes das principais empresas tecnológicas. Esta será uma oportunidade importante para discutir a responsabilidade de todos na criação de um ambiente digital mais seguro para os jovens”.